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Entenda as comissões

Antes do passo a passo das telas, vale entender o que o sistema está calculando e por quê. Quando você entende a lógica, cada botão passa a fazer sentido — e fica muito mais fácil descobrir onde algo deu errado.

Esta página é conceitual

Aqui explicamos os conceitos e as regras de negócio. Para o passo a passo das tarefas ("como fazer X"), veja os links no fim da página.

O que é uma comissão, aqui

Quando um produtor (corretor, corretora, supervisor…) traz um cliente, ele passa a ter direito a uma comissão — uma parte do que aquele cliente paga de mensalidade. Essa comissão normalmente é paga mês a mês, acompanhando as parcelas do contrato, e não de uma vez só.

O sistema existe para responder, de forma automática e auditável, três perguntas:

  • Quem tem direito a receber?
  • Quanto, em cada mês?
  • Já foi pago?

A ideia central

A comissão não é digitada no recibo. Ela é calculada a partir das vendas e das regras, vira lançamentos, e só então esses lançamentos são agrupados em recibos para pagamento. Entender essa ordem é entender o módulo inteiro.

Quem participa: os produtores

O produtor é quem vende. Cada produtor pertence a um grupo de produtor, que define seu tipo/nível (corretor, supervisor, angariador, corretora, gerente), e pode ter um superior — é isso que forma a hierarquia.

A hierarquia importa por um motivo prático: quando o vendedor ganha comissão sobre uma venda, o superior dele também pode ganhar uma comissão sobre a mesma venda (o chamado override de supervisão). O sistema cuida disso sozinho, desde que exista uma regra específica para o supervisor (veja abaixo).

Produtores também podem ser reunidos em Grupos de Produtor, o que permite criar uma regra que vale para o grupo inteiro de uma vez, em vez de repetir a mesma regra para cada pessoa.

De onde vem o valor: a venda

Toda comissão nasce de uma venda. A venda é o registro que guarda o que interessa para o cálculo:

  • o valor da mensalidade do contrato;
  • a quantidade de vidas (pessoas cobertas);
  • o prazo de comissionamento — por quantas parcelas aquela venda gera comissão;
  • a competência inicial (o primeiro mês que conta).

Na prática você quase nunca cria a venda à mão: ela é criada automaticamente quando uma proposta é convertida em contrato (no menu Operacional). Converter a proposta cria, na mesma ação, o contrato e a venda de comissão correspondente.

Como o sistema calcula: as regras de comissão

A regra de comissão é o coração do módulo — é ela que diz quanto o produtor ganha. Uma regra combina:

O que a regra define Para que serve
Escopo — por produtor ou por grupo A quem a regra se aplica
Vigência — de/até A partir de quando (e até quando) a regra vale, conforme a data da venda
Faixa de parcela — 1ª, 2ª, 3ª, demais Permite pagar diferente em cada parcela (ex.: mais na 1ª)
Forma — % da parcela, valor por vida, por contrato ou por teto Como o valor é obtido
Incidência — sobre a cobrança, o net ou o over Sobre qual valor o percentual incide
Para supervisor (sim/não) Se esta regra gera a comissão do superior na hierarquia

Qual regra vence quando há mais de uma

O sistema escolhe sempre a regra mais específica e vigente para a data da venda. Uma regra feita para o produtor vence uma regra feita para o grupo. Havendo empate, vale a de vigência mais recente. Assim você pode ter uma regra geral do grupo e exceções pontuais por produtor convivendo sem conflito.

O ciclo completo, do começo ao pagamento

flowchart TD
    A[Cadastrar produtores<br/>e regras de comissão] --> B[Converter proposta<br/>em contrato]
    B --> C[Venda de comissão<br/>criada automaticamente]
    C --> D{Executar apuração<br/>da competência}
    D --> E[Lançamentos de comissão<br/>situação: Pendente]
    E --> F[Gerar recibos<br/>1 recibo por produtor]
    F --> G[Recibo Provisório]
    G --> H[Emitir + nº da NF]
    H --> I[Anexar arquivo da NF]
    I --> J[Pagar]
    J --> K[Pagamento criado<br/>em Contas a Pagar]

    style C fill:#e3f2fd,stroke:#0388d1,color:#0d2233
    style E fill:#e3f2fd,stroke:#0388d1,color:#0d2233
    style K fill:#eef7e3,stroke:#5c9c1f,color:#17300a

Lendo de cima para baixo: você prepara (produtores + regras), registra a venda (via proposta → contrato), o sistema apura e transforma isso em lançamentos, os lançamentos viram recibos, e o recibo caminha até virar um pagamento na fila de Contas a Pagar.

As três portas de entrada dos lançamentos

Na maioria das vezes os lançamentos nascem da apuração (o cálculo automático descrito acima). Mas há outras duas formas de um lançamento entrar:

  • Lançamento manual — para um ajuste ou uma comissão fora do padrão, digitado à mão.
  • Bônus — quando um produtor bate a meta de um bonificador (por vidas, contratos ou valor vendido), o sistema gera um lançamento de bônus.

Todos caem na mesma fila de Pendentes e seguem o mesmo caminho a partir dali.

As situações do recibo

Depois de gerado, o recibo caminha por estas situações:

stateDiagram-v2
    [*] --> Provisorio: Gerar recibos
    Provisorio --> Emitido: Emitir (informa nº da NF)
    Emitido --> Pago: Pagar (cria pagamento)
    Provisorio --> Cancelado: Cancelar
    Emitido --> Cancelado: Cancelar
    Pago --> [*]
    Cancelado --> [*]
Situação O que significa O que dá para fazer
Provisório Recém-gerado, ainda em preparação Emitir, anexar NF, cancelar
Emitido Nota fiscal informada, pronto para pagar Pagar, anexar/trocar NF, cancelar
Pago Gerou um pagamento em Contas a Pagar Somente consulta (travado)
Cancelado Descartado; os lançamentos voltaram para Pendente Somente consulta

Princípios que valem lembrar

  • Repetir não duplica. Apurar de novo a mesma competência, ou gerar recibos de novo, não cria valores repetidos — o sistema ignora o que já existe.
  • Cancelar devolve. Ao cancelar um recibo, os lançamentos dele voltam para Pendente e podem entrar num novo recibo. Nada é perdido.
  • Os relatórios não recalculam. DRE e Fluxo de Caixa apenas somam o que os lançamentos e pagamentos já registraram — a regra de negócio vive num lugar só.

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